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A conexão entre cachorros e humanos pode ser genética, sugere estudo

calendarioPublicado em 18 de out de 2016 - Por Mariana Castro

A ciência, mais uma vez, está tratando de explicar o que já é naturalmente fascinante. A conexão entre cachorros e humanos pode estar em seus DNAs, segundo novos estudos. Os cientistas disseram encontrar alguns genes relacionados à tendência dos cachorros em procurar ajuda e contato humano.

“Nosso objetivo é entender o que levou o lobo, um animal que não tem interesse em contato humano, a evoluir para esta criatura extremamente sociável que é o cachorro”, falou ao The Guardian Per Jensen, uma das autoras da pesquisa, da Linköping University, na Suécia.

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Para o estudo, foram usados 437 cachorros da raça beagle, nascidos e criados em condições laboratoriais. Cada um deles foi colocado em uma sala com um dos pesquisadores e três potinhos com recompensas. Os cachorros deveriam abrir os recipientes para pegar o petisco, mas um deles estava fixo e o cachorro não conseguiria pegá-lo sozinho.

O comportamento deles foi registrado em câmera para observar atitudes como pular no pesquisador e fazer contato visual para pedir ajuda. “Sabemos que lobos tentariam resolver o problema sozinhos”, falou Jensen. “Mas, para cachorros, a reação mais comum é buscar a ajuda de humanos”.

Depois, o DNA dos cachorros com as 95 maiores e as 95 menores pontuações foi analisado. Os resultados identificaram cinco prováveis genes associados a esse comportamento.

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“Nós também sabemos que a contribuição genética para esse comportamento é de 30%, enquanto os outros 70% se relacionam a outros fatores, como experiências, por exemplo”, falou Jensen.

Ainda são necessários estudos mais aprofundados para entender como esses genes estariam influenciando a sociabilidade dos cachorros e se os mesmos resultados podem ser encontrados em outras raças.

Foto: Getty Images

Mariana Castro

No processo de se formar em jornalismo e convencer a mãe a ter um cachorrinho, sendo o segundo muito mais desafiador. No momento, o mais próximo que tem de algo de estimação é seu cacto, a Amélia. Enquanto isso, segue escrevendo e se apaixonando por vira-latas de terceiros.

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