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Ativista arrisca a vida para salvar animais da morte em festival de carne de cachorro na China

calendarioPublicado em 23 de jun de 2016 - Por Camila Natalo

Todo ano, a cidade de Yulin, na China, recebe o festival de carne de cachorro por dez dias. O evento, que tem início no solstício de verão, acontece devido às crenças tradicionais chinesas de que comer carne de cachorro ajuda o corpo a suportar melhor o calor.

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Cerca de 10 milhões a 20 milhões de cães são mortos a cada ano na China para terem a sua carne transformada em comida. E o festival em Yulin tornou-se sinônimo da prática: aproximadamente 10 000 cães são mortos durante o evento todos os anos.

festival de carne de cachorro china

Crédito: Reprodução Facebook

Em vez de simplesmente se espantar com essa tradição ancestral e cruel, um ativista norte-americano chamado Marc Ching resolveu agir. Ele dirige uma fundação de resgate e cuidados aos animais e uma empresa de alimentos orgânicos para pets em Los Angeles.

Ching viajou para o festival, onde ele começou a trabalhar na tentativa de resgatar os cães mantidos em alguns dos cativeiros e matadouros. Junto da namorada, o ativista arriscou sua vida e salvou cerca de mil animais da morte. Eles foram resgatados de seis matadouros e enviados para serem tratados e reabilitados nos Estados Unidos.

Para alcançar esse feito, Ching e sua namorada fizeram de tudo: fingiram ser negociadores de cachorros para o abate e até conseguiram convencer alguns abatedouros a não cometerem tal chacina. Com incentivo financeiro, eles deram ideias para que esses criadores começassem um novo negócio.

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Crédito: Reprodução Facebook

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Crédito: Reprodução Facebook

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Crédito: Reprodução Facebook

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Crédito: Reprodução Facebook

Em sua página no Facebook, Ching diz que ele chegou a ser espancado e detido pelas autoridades para interrogatório em uma rota para Yulin. Embora o governo local diga não reconhecer oficialmente o festival, Ching afirmou que a polícia estava tentando impedir que ele e sua equipe de voluntários chegassem aos matadouros por medo de que eles mostrassem para o mundo o sofrimento dos cães.

O ativista não desanimou. Ele já viajou para diversas cidades da China e também do Camboja e afirma que esse ano os trabalhos têm colhido resultados: o festival está diminuindo, menos animais são abatidos e um número menor de carne de cachorro têm sido oferecida para consumo. A gente só agradece!

Camila Natalo

Jornalista, adoradora de felinos, cachorros (especialmente buldogues franceses) e porquinhos. Eterna dona do schnauzer Tock e muitos – muitos gatos – entre eles os mutantes (brinks!) Michelangelo, Donatello, Raphael e Leonardo.

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