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‘Autoexame’ em pets ajuda a diagnosticar o câncer de mama

calendarioPublicado em 5 de out de 2017 - Por Mariana Castro

O câncer de mama é uma das doenças mais diagnosticadas em mulheres ao redor do mundo. Mas, o que muitos não imaginam, é que o problema também acomete um grande número de cadelas e gatas, principalmente com idade avançada. Segundo o Conselho Federal de Medicina Veterinária, cerca de 30% das gatas e 45% das cadelas sofrem com a doença.

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Para identificar a doença em estágio inicial, é indicado que os tutores analisem a região das mamas dos seus animais, realizando uma espécie de autoexame, que é similar ao realizado pelas mulheres. Além disso, uma forma de prevenir o aparecimento do problema é através da castração antes do primeiro cio.

De acordo com as veterinárias Júlia Leite e Mariana Ricci, da Petland, esse tipo de tumor tem alta dependência dos hormônios produzidos pelo útero e pelos ovários. “Diante disso, se o pet for castrado antes do primeiro cio, as chances de desenvolver tumores são de quase 0,5%”, alertam as especialistas.

Como fazer o “autoexame” no animal?

O ideal é que os tutores avaliem as mamas do seu animal periodicamente. “Uma dica é aproveitar a hora do carinho na barriga para avaliar as mamas, apalpando-as uma por uma e observando o espaço entre elas”, indica Júlia. As cadelas têm cinco pares de mamas, enquanto as gatas possuem quatro pares. Se o tutor notar nódulos, diferença de tamanho entre as mamas, aumento de volume ou algum tipo de secreção, deve levar seu pet ao veterinário para a confirmação do diagnóstico, que é feito por meio de exames clínicos e laboratoriais.

Para confirmar a existência de um tumor, o exame laboratorial mais comum é a citologia aspirativa. Ele é feito através de uma punção do nódulo com uma agulha bem pequena, não sendo necessário sedar o animal. Se confirmado o câncer de mama, o próximo passo é avaliar os pulmões. “Os médicos veterinários sempre solicitam uma radiografia torácica para avaliar os pulmões, uma vez que os tumores mamários podem causar metástase neste órgão”, alerta Mariana.

Se o diagnóstico for precoce, as chances de cura são maiores. Por isso, é importante que o tutor examine o pet periodicamente. Nesse estágio da doença, na maioria das vezes, não é necessário realizar o tratamento quimioterápico. Uma vez diagnosticado o câncer em estágio avançado, e não havendo metástase pulmonar, o tratamento é cirúrgico. Para remover o tumor, é realizada uma mastectomia na mama atingida.

Foto: Getty Images

Mariana Castro

No processo de se formar em jornalismo e convencer a mãe a ter um cachorrinho, sendo o segundo muito mais desafiador. No momento, o mais próximo que tem de algo de estimação é seu cacto, a Amélia. Enquanto isso, segue escrevendo e se apaixonando por vira-latas de terceiros.

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