Dez filhotes de hipopótamo que vão melhorar o seu dia

Baleias bebês “sussurram” para suas mães para evitar predadores

calendarioPublicado em 2 de maio de 2017 - Por Mariana Castro

É comum falar baixinho ao contar um segredo ou quando você não quer chamar atenção dos outros. De acordo com novas pesquisas, isso acontece com as baleias jubarte antárticas. Elas sussurram umas para as outras a fim de se proteger de possíveis predadores. Essa técnica favorece a sobrevivência da espécie.

+ Crianças salvam baleia bebê que estava perdida

+ Surfistas salvam filhote de baleia encalhada que estava chorando

Os mamíferos emitem barulhos altos para reunir o grupo e para que o macho atraia a fêmea durante o acasalamento. Quando há predadores por perto, entretanto, os filhotes de baleia sussurram para suas mães, evitando que sejam atacados. “Os predadores potenciais, como as orcas, poderiam ouvir suas conversas e usar isso para localizar o filhote”, explicou Simone Videsen, principal autora do estudo e pesquisadora da Universidade de Aarhus, na Dinamarca, à AFP.

Para o estudo, oito baleias filhotes e duas mães do golfo de Exmouth, na Austrália, tiveram seus grunhidos e guinchos registrados durante 24 horas. Os resultados revelaram que os sinais entre mãe e filho eram 40 decibéis mais baixos do que os comumente emitidos por baleias jubarte adultas. Os sons foram detectados enquanto os animais nadavam, o que sugere que eles usam essa estratégia discreta para permanecerem juntos em águas com muitos predadores.

+ Califórnia sanciona lei que proíbe shows com baleias e a criação da espécie em cativeiro

As descobertas também revelaram que as baleias analisadas só conseguiam ouvir esses sussurros até uma distância de 100 metros. O grito comum de um macho da espécie, por outro lado, pode ressoar por vários quilômetros. Isso alerta as autoridades ambientais para um sério problema: a poluição sonora no oceano, causada por transportes, que pode prejudicar a vida marinha.

Foto: Getty Images

Mariana Castro

No processo de se formar em jornalismo e convencer a mãe a ter um cachorrinho, sendo o segundo muito mais desafiador. No momento, o mais próximo que tem de algo de estimação é seu cacto, a Amélia. Enquanto isso, segue escrevendo e se apaixonando por vira-latas de terceiros.

Comentários