calendarioPublicado em 17 de ago de 2016 - Por Mariana Castro

Uma dieta balanceada, que prioriza a variedade, alimentos frescos e ausência de conservantes, é capaz de garantir o bem-estar do corpo humano. O que muita gente ainda não sabe é que a alimentação natural também garante inúmeros benefícios para a qualidade de vida dos animais de estimação.

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A dieta tradicional, baseada no consumo de rações industrializadas, embora tenha evoluído muito nos últimos anos, ainda pode gerar alguns malefícios para a saúde do pet. Por conter uma quantidade pequena de água em sua composição, ela pode gerar casos de cálculo renal em cães. Além disso, essa alimentação pode contribuir para o ganho de peso do animal.

A alternativa para isso é introduzir uma alimentação natural ao pet, que deve ser preparada de acordo com as particularidades de cada bicho. “Ela atende a todas as exigências nutricionais e pode auxiliar no apetite do cão, uma vez que é mais digestível e palatável do que as rações”, explica Vitor Furtado, médico veterinário e especialista em nutrição animal. Outra vantagem é que ingredientes frescos e naturais ainda proporcionam um pelo mais sedoso, ossos mais fortes e um organismo mais saudável.

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Feita em casa, a alimentação natural é recomendável para qualquer tipo de animal, em todas as fases da vida. Mas, o veterinário alerta: “Toda alimentação deve ser prescrita por um médico veterinário apto a elaborar uma dieta específica para cada animal”. Por isso, não é correto aplicar uma receita universal a todos os animais, uma vez que os bichos com alguma doença podem apresentar restrições alimentares.

No que consiste uma alimentação natural?

Os modelos mais famosos de dieta natural surgiram na Austrália, baseados na alimentação dos ancestrais dos pets. O modelo BARF (sigla em inglês para comida crua biologicamente apropriada) consiste no consumo de carnes cruas e outros produtos de origem animal, compondo 70% da refeição, e vegetais e frutas compondo os outros 30%.

“Já os modelos Raw Meaty Bones e Prey Model partem do princípio de que os animais, por possuírem descendentes carnívoros, necessitam apenas de carnes e produtos de origem animal”, explicou o especialista. Sendo assim, a dieta é composta basicamente por carnes, ossos e vísceras.

Cubed beef on salad, high angle view

Por fim, há também a opção de uma dieta cozida, mas isso não significa dar os restos do almoço para o pet. Também é necessário, neste caso, fazer um cardápio que consiga suprir as suas necessidades nutricionais. “Uma das vantagens da dieta cozida é que, com este processo, matamos grande parte das bactérias presentes nos alimentos, uma vez que, no Brasil, nem todo estabelecimento possui produtos de boa procedência. O ponto fraco é que, com este mesmo processo, a comida perde alguns nutrientes. Por isso, há uma maior necessidade de suplementar a refeição com minerais e vitaminas”, afirma Vitor.

Como introduzir a dieta natural?

Ao introdução da alimentação natural deve ser feita de forma gradativa. “A cada dois dias, aumente 25% da quantidade de alimentação natural e diminua a mesma porcentagem de ração, até chegar a 100% de alimentação natural”, recomenda o veterinário. Além disso, o animal deve comer, no mínimo, duas vezes por dia e retornar periodicamente ao veterinário para avaliar e recalcular a sua alimentação.

Fotos: Thinkstock

Mariana Castro

Jornalista apaixonada por todos os seres vivos. Enquanto não realiza seu sonho de ter um cachorrinho, segue escrevendo sobre eles e se apaixonando por vira-latas de terceiros.

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