calendarioPublicado em 22 de ago de 2017 - Por Mariana Castro

As orelhinhas de um pet costumam dar diversos sinais. Quando estão abaixadas, elas mostram que o animal pode estar com medo ou se sentindo ameaçado. Levantadas, elas indicam que ele está atento ou animado. O que é difícil de perceber, entretanto, é quando elas precisam de cuidados por estarem comprometendo a saúde do pet.

A otite em animais é uma causa frequente da visita dos pets aos consultórios veterinários. Devido às particularidades da anatomia e fisiologia da orelha animal, o acúmulo de cerúmen é algo comum e pode gerar inflamações nos ouvidos. A higienização incorreta, o uso de produtos inadequados, acúmulo de água depois do banho, umidade e temperaturas elevadas do ambiente, traumas e até mesmo a presença de ácaros, fungos e bactérias podem causar processos inflamatórios da orelha interna e externa.

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Para que o sofrimento do pet não se estenda e cause danos maiores, como a perda de audição e outras complicações decorrentes da doença, é preciso ficar sempre atento aos sinais. “Mudanças de comportamento e algumas manifestações podem indicar o problema. O veterinário precisa ser consultado imediatamente”, alerta Fernanda Marques, médica veterinária e gerente de marketing da Vetnil, empresa de produtos de saúde para pets.

Coceiras em excesso na região das orelhas, esfregar o focinho no chão, balançar a cabeça com muita frequência e odor estranho e desagradável no pavilhão auricular acompanhados de secreção e espirros constantes podem ser sinais de que o animal está com otite. “Manter a cabeça inclinada para um só lado pode demonstrar que o animal está com otite unilateral, por exemplo”, explica Fernanda. “Em casos mais graves, ele ainda pode andar em círculos, voltado para o lado alterado, e apresentar desequilíbrio, caindo facilmente”, completa.

Coceira em excesso na região das orelhas pode ser sinal de inflamação no ouvido dos pets

Algumas raças de cães, principalmente com orelhas pêndulas, têm maior predisposição à ocorrência de otites. O problema é comum em cachorros das raças cocker spaniel, cocker americano, basset hound e golden retriever. No caso dos gatos, a raça persa é a que tem maior propensão às inflamações.

Para tratar a otite, o animal deve ser examinado por um médico veterinário especializado. Em casos mais simples, apenas a limpeza adequada será capaz de amenizar os sintomas e curar o problema. No entanto, muitas vezes, será necessário o uso de medicamentos, como antibióticos e anti-inflamatórios. Por causa disso, apenas um profissional especializado será capaz de avaliar o melhor tipo de tratamento para o animal.

Atitudes simples podem evitar e amenizar os casos de otite, como reforçar a limpeza do canal auditivo externo e do pavilhão auricular com algodão umedecido e solução apropriada para a limpeza da orelha de cães e gatos. Isso deve ser feito com a orientação de um médico veterinário, sem usar objetos que possam machucar ou cair na orelha. “Os cães possuem um mecanismo autolimpante dos condutos auditivos muito eficiente. O uso de cotonetes ou pinças com algodão deve ser evitado e a limpeza deve ser feita somente com solução ceruminolítica apropriada”, aconselha a veterinária.

Fotos: Getty Images

Mariana Castro

No processo de se formar em jornalismo e convencer a mãe a ter um cachorrinho, sendo o segundo muito mais desafiador. No momento, o mais próximo que tem de algo de estimação é seu cacto, a Amélia. Enquanto isso, segue escrevendo e se apaixonando por vira-latas de terceiros.

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