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Conheça a atopia, doença crônica que afeta a pele dos cachorros

calendarioPublicado em 16 de mar de 2017 - Por Mariana Castro

Se você tem um animalzinho em casa, sabe que é importante ficar atento a qualquer sinal de mal-estar. A coceira, por exemplo, pode indicar uma doença ou incômodo na pele, como a atopia. Conhecida também por dermatite atópica, a atopia é uma doença dermatológica e alérgica que afeta 30% dos animais que vivem em grandes centros urbanos.

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Não há como prevenir esta condição, pois ela tem origem genética. Os animais predispostos desenvolvem os sintomas quando expostos a ácaros e fungos, poeira, produtos de limpeza e outros alérgenos. Algumas raças, como Cocker, Poodle, Shih Tzu e Pastor Alemão, por exemplo, têm maior predisposição à condição, que se manifesta, geralmente, em cães adultos jovens.

“O sintoma mais comum é uma coceira automutilante, de intensidade moderada à grave que persiste dia e noite”, explica Paula Cordovani, veterinária da rede Animal Place. “Os pets coçam, principalmente, a região ao redor dos olhos, orelhas, abdômen, virilha e axila, além de lamberem as patas. Na maioria dos casos, a pele apresenta vermelhidão, descamação, queda de pelo e cheiro forte”, completa.

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De acordo com a especialista, a pele do animal também fica mais ressecada porque ela perde a função de barreira protetora. Desta forma, a atopia oferece condições ideais para proliferação de bactérias e fungos, o que pode piorar o quadro inflamatório. Por isso, o diagnóstico é tão importante e deve ser feito por um médico veterinário que aconselhará as maneiras de controlar o problema, uma vez que não há cura para ele.

O tratamento, que deve ser feito ao longo de toda a vida do animal, consiste em manter as regiões afetadas limpas e hidratadas. “No consultório, receitamos xampus e sprays específicos para cada caso e também medicamentos para aliviar a coceira”, afirma Paula. “Os cuidados exigem muita dedicação do dono, já que a resposta para o tratamento varia para cada animal”, completa.

Foto: Getty Images

Mariana Castro

No processo de se formar em jornalismo e convencer a mãe a ter um cachorrinho, sendo o segundo muito mais desafiador. No momento, o mais próximo que tem de algo de estimação é seu cacto, a Amélia. Enquanto isso, segue escrevendo e se apaixonando por vira-latas de terceiros.

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