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Quais são as doenças mais comuns em filhotes?

calendarioPublicado em 4 de ago de 2017 - Por Mariana Castro

Receber um novo animal em casa é um misto de desafio e alegria. Fofos, curiosos e cheios de energia, os filhotes são responsáveis por mudar a dinâmica da casa. Além disso, eles exigem diversos cuidados e muita atenção. Assim como os bebês, os filhotes são mais frágeis, não têm o sistema imunológico completamente desenvolvido e ainda adoram se enfiar em lugares e cantos que não devem.

Por isso, ao escolher um novo pet, também é preciso levar em consideração o lugar em que ele será criado e o perfil das pessoas que cuidarão dele. “Muitas vezes, ficamos tentados a comprar um filhote da raça toy para um idoso ou criança. Isso não é recomendável por serem pequenos e, portanto, mais frágeis e cheios de energia”, explica Rafael Lessa, médico veterinário do Hospital Veterinário Pet Care.

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Para prevenir complicações durante os primeiros meses de vida do filhote, os tutores precisam tomar alguns cuidados. Além de ter uma alimentação balanceada e o acompanhamento veterinário periódico, é preciso seguir o protocolo de vacinação determinado pelo médico para proteger o pet das principais doenças dessa fase.

No entanto, apesar dos cuidados, muitas doenças que são comuns nessa idade não são prevenidas com as vacinas. Por isso, é necessário que o filhote não tenha contato com outros cachorros e não frequente ambientes com possíveis infecções, como parques e praças, até que a vacinação esteja completa e o sistema imunológico totalmente desenvolvido. “No caso dos gatos, isso só acontece aos dois anos de idade”, conta Mariane Brünner, veterinária especialista em felinos do Hospital Veterinário Santa Inês. “Até atingir essa idade, o animal fica mais suscetível a contrair certas enfermidades”, completa.

O sistema imunológico dos gatos demora dois anos para se desenvolver completamente

As doenças mais comuns em filhotes, principalmente no caso dos cachorros, são doenças infecciosas relacionadas ao trato digestivo. “Diversos vírus, bactérias, vermes e protozoários podem atacar o sistema digestivo do cão uma vez que, enquanto filhotes, sua imunidade não é muito forte e eles ainda dependem dos anticorpos que recebem da mãe nas primeiras amamentações”, revela Rafael. Segundo o especialista, essas doenças são responsáveis, principalmente, por casos de diarreia, vômitos, apatia, falta de apetite, hipotermia (temperatura baixa), hipoglicemia (açúcar baixo no sangue) e desidratação.

Pelo fato dos filhotes serem muito sensíveis, as doenças podem gerar mudanças no estado de saúde deles de forma rápida. “A maioria das doenças se inicia com sintomas pouco específicos, como diminuição da atividade e do apetite, espirros e secreção nasal e ocular amarelada ou esverdeada”, afirma Mariane.  Por isso, é preciso ficar atento. Muitas vezes, alguns minutos ou horas podem ser determinantes na recuperação destes pacientes, principalmente nos de pequeno porte.

Traumas 

Além das doenças infecciosas, filhotes também estão predispostos a traumas, causados principalmente por acidentes caseiros. “Isso acontece pois eles são mais frágeis, mas, principalmente, pelo hábito de explorar os ambientes sem reconhecer perigos, o que é natural nessa fase da vida”, diz Rafael. Dessa forma, ao preparar a casa para receber o pet, é importante tapar buracos de escada, uma vez que o animal poderá cair, e esconder fios elétricos porque o filhote poderá roê-los.

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A característica investigadora da idade também aumenta as chances de doenças por intoxicação ao morderem e ingerirem objetos e substâncias que encontram pelo chão. “Ao recebermos filhotes em casa, devemos identificar possíveis riscos tóxicos, como plantas e produtos químicos”, aconselha o veterinário.

Ao notar qualquer comportamento estranho ou sintomas desconhecidos, a recomendação é levá-lo ao médico veterinário para que o tratamento comece imediatamente. No caso de contato com algo tóxico, é importante levar consigo a embalagem do que foi mordido ou ingerido e, no caso de plantas, o nome ou uma foto da mesma para facilitar a identificação.

Fotos: Getty Images

Mariana Castro

No processo de se formar em jornalismo e convencer a mãe a ter um cachorrinho, sendo o segundo muito mais desafiador. No momento, o mais próximo que tem de algo de estimação é seu cacto, a Amélia. Enquanto isso, segue escrevendo e se apaixonando por vira-latas de terceiros.

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