calendarioPublicado em 20 de out de 2017 - Por Patricia Machado

Sintomas como agressividade, medo constante, vontade de se esconder e latido excessivo podem indicar que o seu cachorro sobre de um problema comportamental. Ele pode ser um pet antissocial.

“Não realizar o processo de sociabilização ou fazê-lo de maneira incorreta configuram as principais razões para tornar um animal antissocial”, explica Thalita Galizia, adestradora da Cão Cidadão. “Este treino deve ser feito quando o pet tem entre 50 e 85 dias de vida, período em que o funcionamento neurológico do filhote está completo”. Além disso, os traumas vividos pelo animal durante a infância podem torná-lo antissocial.

+ Ração seca x ração úmida: qual oferecer para o seu pet? 

+ Itens domésticos perigosos para animais

O animal antissocial pode se tornar medroso, o que pode deixá-lo também agressivo e ansioso. Isso irá prejudicar o seu bem-estar e sua saúde. De acordo com a especialista, alguns animais também podem apresentar reações físicas, como babar muito, ficar com o coração acelerado ou até mesmo começar a tremer com frequência.

Alguns tutores acabam deixando de passear com seus cães regularmente por medo de que algo possa acontecer durante a atividade. Com isso, quando o pet for passear novamente, ele poderá agir de maneira agressiva e ansiosa”, diz Thalita. Outro erro recorrente é, ao receber visitas em casa, isolar o animal em alguma área. Isso pode fazer com que o pet crie uma associação negativa e ache que a presença de visitas será sempre ruim.

Como tratar um animal antissocial?

O primeiro passo é, através da ajuda de um profissional especializado em comportamento animal, diagnosticar o pet corretamente. Isso permitirá a análise do que causou o comportamento antissocial do cão e, a partir dai, a definição do melhor tipo de tratamento.

Na maioria dos casos, o animal deverá ser exposto gradualmente aos estímulos que o deixaram com sinais de agressividade e medo. Esse treino deve ser repetido todos os dias. Além disso, é importante que o tutor tenha paciência porque ele deve respeitar os limites do pet.

“Para que o cão fique focado em você, dê petiscos que ele goste muito. Dessa forma, você fará uma associação positiva com aquilo que o deixa desconfortável. A persistência e paciência são importantes. Você não deve obrigar o pet a fazer algo que ele não esteja preparado”, afirma Thalita.

Não é possível definir o tempo de tratamento, uma vez que tudo irá depender do desenvolvimento do animal. No entanto, os casos que envolvem animais adultos costumam ser mais demorados, quando comparados com o tratamento de filhotes.

Para saber que o animal está melhorando, o tutor deve prestar atenção no comportamento do pet diante das situações de medo. No início dos treinos, os sinais são mais sutis. “Se o pet estiver calmo na presença de visitas e não apresentar mais comportamentos agressivos, por exemplo, podemos considerar um avanço. No caso de um cão medroso, um bom sinal será quando ele não se esconder mais de pessoas estranhas”, orienta a especialista.

Foto: Getty Images

Patricia Machado

Jornalista que descobriu a sua paixão por gatos graças às aventuras vividas ao lado do adorável Alfredo Afonso, um gatinho que foi resgatado das ruas e que também era conhecido por Lucky. Hoje, é tutora da pequena Sophie, uma gatinha que muitas vezes é chamada de Sofia Maria. No futuro, sonha em ter um porco e uma cadela chamada Matilda!

Comentários