calendarioPublicado em 14 de ago de 2015 - Por Camila Natalo

Quem possui pets, principalmente cachorros, sabe como é difícil comer enquanto eles estão nos olhando com aquelas carinhas de pidões. Porém, para o próprio bem deles, devemos ser firmes e fortes e não compartilhar a nossa comida.

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Pouquíssimas pessoas levam isso à sério, mas muitos alimentos que são comuns para nós podem fazer um mal enorme para eles! Segundo o Dr. Reinaldo Garrido, da Strix Clínica Veterinária Especializada, em São Paulo, entre as causas mais comuns de intoxicação em cachorros estão o consumo de chocolate, frutas (como uvas e uvas passas), sementes, caroços e temperos diversos, principalmente, cebola e alho.

Além disso, o consumo de lixo com venenos para ratos ou baratas (como o chumbinho e a naftalina), a ingestão de medicamentos (diclofenaco, nimesulida e ibuprofeno são os mais comuns), produtos para controle de pulgas, carrapatos e sarnas (amitraz, fipronil e deltametrina são os mais comuns) e produtos de limpeza, também são grandes vilões do bem-estar de cães e gatos.

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Com gatos, que têm o costume de sair de casa para procurar fêmeas e demarcar territórios, podendo ser intoxicados ao consumir lixo, a primeira alternativa é a castração, que pode diminuir ou até cessar esse comportamento. Porém, mesmo alguns felinos castrados podem continuar “fugindo de casa”. A indicação é colocar telas em janelas, colocar portas acessórias teladas ou ter muito cuidado quando for abrir qualquer porta na casa. Há pessoas que colocam telas em quintais, assim o gato tem acesso ao lado de fora da casa, mas não consegue pular o muro.

Tomar esses devidos cuidados, além de não alimentar seu pet com outra coisa além de ração, deixar produtos de limpeza em lugares de difícil acesso e não medicá-lo por conta própria já são uma boa forma de prevenção. Porém, você pode descobrir uma possível intoxicação através dos seguintes sintomas:

  • Apatia e fraqueza
  • Qualquer alteração neurológica, como caminhar sem coordenação, pupilas dos olhos aumentadas ou diminuídas persistentemente e a movimentação rápida dos olhos
  • Salivação intensa, vômitos, tremores e convulsão

De acordo com Reinaldo alguns venenos também causam alterações no sangue e o animal pode apresentar-se pálido, com manchas vermelhas na pele e boca.

Os gatos tendem a ficar mais escondidos quando estão com alguma alteração ou incômodo, sendo que o comportamento alterado ou não usual deles já pode ser um indicativo de intoxicação. “Alguns dos indícios são fugir de casa, ficar em ambientes escuros, ir para locais que não costumam ir, subir em locais que estão acostumados e não conseguirem descer, e urinar e/ou defecar em locais que não são de costume”, lista o veterinário.

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Portanto, é preciso redobrar a atenção caso você tenha gato pois, em muitos casos, os sinais clínicos são percebidos tardiamente.

Caso os sintomas sejam identificados, a primeira coisa que se orienta é não estimular os vômitos e não administrar qualquer medicação, alimento ou líquido. “Muitas vezes os donos acabam dando leite. Além de não haver efeito favorável, pode até piorar o estado de intoxicação”, alerta o médico.

Também existem venenos como a warfarina (composto que tem o intuito de não permitir a coagulação do sangue) que, após ingeridos, não demonstram aparente mal estar ao animal, e os sinais clínicos vão aparecendo dentro de alguns dias. Quando estes sinais aparecem já pode ser muito mais difícil controlar a intoxicação, necessitando de cuidados intensivos — mesmo assim, ainda há risco de vida.

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A qualquer sinal indicativo de intoxicação ou qualquer suspeita que o animal possa ter ingerido algo tóxico, o pet deve ser levado até o veterinário para que sejam realizados os procedimentos de emergência.

Caso o dono identifique os sintomas em tempo, algumas informações podem ajudar a descobrir o motivo da intoxicação e auxiliar no melhor tratamento. “Saber se os animais têm acesso ao lado de fora de casa, se podem ter comido lixo ou algo diferente do normal, se foram oferecidas frutas ou doces, se em casa é colocado qualquer tipo de veneno para controle de ratos ou baratas, se produtos são aplicados em plantas no gramado, se qualquer medicação foi aplicada por via oral… Tudo isso ajuda”, explica.

Vale ressaltar que, quando for oferecer outros tipos de alimentos para animais que não os comercializados propriamente para isto, é importante ter o acompanhamento de um médico veterinário para ajudar a escolher o melhor alimento e a quantidade diária correta.

Camila Natalo

Jornalista, adoradora de felinos, cachorros (especialmente buldogues franceses) e porquinhos. Eterna dona do schnauzer Tock e muitos – muitos gatos – entre eles os mutantes (brinks!) Michelangelo, Donatello, Raphael e Leonardo.

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