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Pets modelos: conheça o trabalho dos animais que vivem dos flashes

calendarioPublicado em 15 de fev de 2016 - Por Patricia Machado

Todas as vezes que a tutora Liliane Luongo, de 50 anos, pega a mochila que pertence ao cachorro Luke e começa a colocar nela brinquedos, vasilha de água, petiscos, acessórios e uma escova, o pet da raça Golden Retriever já sabe o que está por vir: é hora de ir trabalhar.

A função do pet é atuar como modelo em campanhas audiovisuais e impressas. A carreira começou quando Luke tinha apenas 4 meses – hoje, ele tem 4 anos. Em seu portfólio, ele tem marcas de peso como Claro, Net, Animal Planet e Coca-Cola.

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“Eu conheci o trabalho dos pets modelos em 2010, quando uma produtora gostou da minha antiga cadela. Depois que ela faleceu, eu comprei o Luke. Como ele era bonito e muito dócil, eu quis cadastrá-lo em agências de modelo para animais”, conta Liliane Luongo.

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Diga xis! Luke atua como modelo em campanhas publicitárias há 4 anos

Uma das empresas que possui o cadastro de Luke é a Pet Model Brasil, que desde 2010 trabalha como mediadora entre produtoras e agências de publicidade e tutores e criadores de animais para trabalhos em cinema, televisão, revistas, sites e propagandas. A empresa assessora mais de 500 pets de diferentes espécies em 92 cidades brasileiras.

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“O dia a dia dos pets modelos é similar ao de uma criança modelo. Nós orientamos os produtores sobre o comportamento dos animais diante das câmeras, elenco e produção e damos toda a assistência necessária”, explica Deborah Zeigelboim, diretora executiva da Pet Model Brasil.

Qualquer animal pode ter uma chance de modelar e ganhar os holofotes da fama. A agência não exige que os pets saibam truques ou comandos, mas confessa que isso ajuda na hora de agenciar o animal. Os requisitos básicos são: ser um bichinho dócil e se divertir durante o trabalho.

“Geralmente trabalhamos com apenas uma diária por pet e que não deverá ultrapassar o período de 6 horas. A nossa equipe prepara um local isolado da gravação para que os animais e seus tutores ou responsáveis tenham um ambiente para descansar e aguardar durante intervalos. Dependendo das ações, nós também disponibilizamos um adestrador para acompanhar o pet durante o trabalho”, diz Deborah.

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Luke em campanha para a Coca-Cola

Para garantir o bem-estar do animal, Liliane faz questão de acompanhar Luke em todos os seus trabalhos como modelo. “Toda semana eu preciso dar banho e hidratar os pelos do Luke para que ele esteja sempre bonito. Eu exijo que o local de gravação ou foto tenha uma boa refrigeração, porque o Luke não gosta de passar calor”, afirma a tutora. “Eu fico orgulhosa ao ver uma campanha feita pelo Luke. Eu sou uma mãe coruja”, completa.

Se depender da tutora coruja e do mercado publicitário, Luke vai estrelar campanhas por muito tempo. “Não há limite de idade para os pets trabalharem como modelo. Muitas propagandas para marcas de alimentos e bem-estar precisam de animais mais velhos”, conta Deborah.

Para cadastrar um pet como modelo, os tutores e criadores devem enviar imagens e vídeos dos seus animais respondendo a comandos, além de um texto que descreva o comportamento do bicho, suas aptidões e experiências prévias. O cachê de um pet modelo varia entre R$ 250 e R$ 3 mil.

Fotos: Divulgação

Patricia Machado

Jornalista que descobriu a sua paixão por gatos graças às aventuras vividas ao lado do adorável Alfredo Afonso, um gatinho que foi resgatado das ruas e que também era conhecido por Lucky. Hoje, é tutora da pequena Sophie, uma gatinha que muitas vezes é chamada de Sofia Maria. No futuro, sonha em ter um porco e uma cadela chamada Matilda!

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