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Rinoceronte-branco do norte deve ser extinto com a morte do último macho da espécie

calendarioPublicado em 20 de mar de 2018 - Por Mariana Castro

A morte do último macho da espécie rinoceronte-branco do norte alertou para o descaso humano com os animais – ainda mais com os animais ameaçados de extinção. A perda de Sudan, que morreu no Quênia aos 45 anos, deixou apenas duas fêmeas dessa subespécie vivas.

O mamífero já estava com a saúde fragilizada e vinha sendo tratado por complicações da idade. Ele vivia sob os cuidados da equipe do parque Ol Pejeta, sob guarda armada para evitar a caça furtiva. Sua saúde havia piorado nas últimas horas e Sudan estava sofrendo muito, o que levou os veterinários do local a eutanizá-lo.

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Em 2008, essa subespécie já havia sido extinta em estado selvagem, sendo Sudan o último nascido na selva. Segundo a agência France Presse, a morte do animal assegura a extinção definitiva do rinoceronte-branco do norte, uma vez que não há mais possibilidade de reprodução. Para tentar preservá-los, cientistas coletaram o material genético de Sudan a fim de desenvolver técnicas de fertilização in vitro.

A caça a essa espécie aconteceu entre os anos 1970 e 1980, devido à demanda dos seus chifres para a medicina tradicional chinesa na Ásia e para alças de punhal do Iêmen. “Sudan foi o último rinoceronte-branco do norte nascido na selva. Sua morte é cruel símbolo do desprezo humano pela natureza e deixa todos os que o conheceram tristes. Mas nós não devemos desistir. Temos que aproveitar a tecnologia celular usada para conservar espécies em perigo. Pode parecer inacreditável, mas, graças a técnicas desenvolvidas, até Sudan pode ter descendência”, destacou o diretor do Projeto Internacional do Zoo Dvur Kralove, Jan Stejskal.

Foto: Reprodução

Mariana Castro

Jornalista apaixonada por todos os seres vivos. Enquanto não realiza seu sonho de ter um cachorrinho, segue escrevendo sobre eles e se apaixonando por vira-latas de terceiros.

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